O que é dor orofacial?
Que profissional trata
esse problema?

A dor orofacial é uma condição de dor
associada aos ...

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Rio de Janeiro, 30 de julho de 2007
 
   
     
 

OS PONTOS GATILHOS (PG) – DOR MIOFASCIAL

 
 

Pode ser desenvolvido em qualquer dos 200 pares de músculos no corpo.

  1. Definição:
  2. Identificação:
  3. Tratamento:
  4. Exame do Paciente:

1) Definição

É uma área localizada, com sensibilidade dolorosa em uma banda ou feixe de um músculo esquelético responsável pela referencia de dor, e se tratado, resolverá a dor à distância.

Característica da dor

A dor geralmente é localizada sobre o ponto gatilho (PG), ou se espalha do PG até a zona de referência (REPRODUZINDO A QUEIXA DO PACIENTE).

Os músculos afetados podem apresentar fadiga aumentada, rigidez, fraqueza, dor ao movimento ou função e limitação da amplitude dos movimentos.

Os pontos gatilhos podem ser:

ATIVO – reproduzem a queixa clínica, em geral dor, que o paciente reconhece quando são pressionados digitalmente.

LATENTE – não produzem dor espontânea, mas apresenta características semelhantes ao PG ATIVO tais como tensão muscular aumentada e encurtamento muscular.

O PG ativo e latente pode causar disfunções motoras importantes.

A ativação do PG pode estar associada a traumas e micro-traumas, ou seja, abuso mecânico do músculo, na forma de sobrecarga muscular e esforço repetitivo. Sendo agravado por hábitos para funcionais e posturas inadequadas.

Disfunções causadas pelos Pontos Gatilhos

Os distúrbios das funções autonômicas – sudorese anormal, lacrimejamento persistente, coriza persistente, salivação excessiva e atividades pilomotoras.

Os distúrbios proprioceptivos – desequilíbrio, vertigem, zumbidos e percepção distorcida do peso dos objetos quando são erguidos.

Os distúrbios das funções motoras – espasmos de outros músculos, debilidade da função do músculo envolvido, perda de coordenação e redução da força do músculo envolvido,

Atenção! Muitas vezes indica-se o aumento dos exercícios, mas com a presença de PG o músculo é impedido de realizar os movimentos adequados, então, outros músculos são exigidos, aumentado o enfraquecimento e o descondicionamento do músculo envolvido. Dificuldade de pegar os objetos, esses “escapam” inesperadamente, há uma inibição motora do reflexo.

Transtorno do sono – a dor pode perturbar o sono, e esse transtorno aumenta a sensibilidade à dor no dia seguinte causando mais desconforto e irritabilidade.

Teste

Nenhum teste de laboratório ou técnica de imagens foi estabelecido como diagnóstico de PONTO GATILHO.

O Exame mais confiável é o exame clínico, (Veja as figuras ilustrativas 1-4 no link Identificação) por palpação no músculo envolvido, com resposta contrátil local e resposta geral do paciente a dor que poderá ser careta, gritos ou pulos afastando-se do examinador quando o PG for pressionado.

A pressão sustentada do Ponto Gatilho, quando esse for responsável pelo sintoma, fará com que a dor, ou a queixa do paciente se exacerbe.

 
   
     
  2) Identificação dos Pontos Gatilhos
Fonte: Dor e Disfunção Miofascial- Manual dos pontos gatilho Vol.1  SIMONS &TRAVELL, 2005
 
     
 

O exame do PG é realizado deslizando o dedo na superfície, até encontrar a banda tensa e então localizar o ponto que é capaz de rolar para um lado e outro.

As imagens a seguir são desenhos ilustrativos.


Fig 1-Exame de PG (palpação plana)

Ao pressionar deve-se manter a pressão para que a dor seja irradiada, desse modo é possível confirmara origem da dor.


Fig.2-Identificação PG

 


Fig. 4 – pressionamento sustentado do PG

Fonte: OLIVEIRA, A. S. ; RODRIGUES, Delaine ; SEMEGHINI, Tatiana Adamov ; CARIA, Paulo Henrique Ferreira ; BÉRZIN, Fausto . Diagnóstico diferencial entre DTM, síndrome da fibromialgia. Revista ABO Nacional, v. 59, n. 3, p. 195-200, 2005.

Pontos gatilhos irradiando dor para locais distantes de sua origem


Dor de cabeça temporal ou dor ângulo da mandíbula
Origem: grupo de músculos subocciptais

 


Dor de ouvido ou dor de dente
Origem: masseter

 


Dor de ouvido ou dor na maxila
Origem: músculo masseter, pterigóideo lateral

Ilustrações: Prof Dr Paulo Henrique Ferreira Caria

 
   
     
  3) Tratamento do PG  
     
 

O tratamento consiste em sua liberação.

A experiência, treinamento e técnica do profissional são essenciais para o resultado satisfatório.

Massagem por fricção com gelo, spray congelante com alongamento, pressão no ponto gatilho, shiatsu, respiração sincronizada, ultra-som terapêutico, injeção no ponto gatilho, agulhamento seco, acupuntura, micro corrente, TENS, LASER terapêutico.
 
É comum a dor miofascial estar associada a diversas outras queixas, fibromialgia, bursites, síndrome do túnel do carpo, tonteiras, alergias, respiração bucal, sinusites, dor de dente, dor de ouvido, torcicolos, dor nos braços, pernas, dor no peito, dor ciática, lombar...

  A Anamnese e o exame clínico de palpação digital são essenciais para o diagnóstico.


Laser terapêutico em ponto gatilho no músculo digástrico posterior

 
   
     
  4) Exame do Paciente  
     
 


Fig 1 - Exame dos músculos subocciptais

 


Fig 2 - Exame por palpação: Esternocleidomastoideo

 


Fig 3 - Exame por palpação: Músculos posturais, representado na imagem pelo trapézio

Procedimento clinico: tratamento com agulhamento


Fig 4 - Agulhamento em PG no músculo trapézio

 


Fig 5 - Agulhamento em PG no músculo masseter

 


Fig 6 - Alongamento procedimento necessário após o tratamento do PG

 
     
  Fonte: Alencar Jr,F.G.P.; Batista,A.U.D. Diagnóstico das DTMs e Dores Orofaciais In:Alencar Jr. F.G.P.Oclusão, Dores Orofaciais e Cefaléia. ed.São Paulo: Santos,2005.Cap.6 p.78.